20.10.09

Tons do coração, da terra e do todo.

Era pra ser um blog onde eu compartilharia os relatos das minhas viagens pelo território geográfico, mas não há como fugir dos territórios que vão além da faixa de realidade conhecida pela maioria. Eis que me obrigo a usar este blog para, além das viagens físicas, descrever também as viagens psíquicas, as viagens de sensações, de cores, de sons, de amores. Me obrigo a compartilhar com vocês o que está além dos meus passos de viajante. Os passos que dou aqui no mesmo lugar, os passos não palpáveis. Meus passos solitários e meus passos com mãos dadas e corações unidos.

Pois bem, início agora o relato de uma viagem da consciência acompanhado de tambores, amigos, dança circular, natureza e outras coisinhas mais. Acompanhe-me se quiser...

Tons do Coração é o nome de um projeto musical criado pelo Fagner e pelo Dario, de São José do Cedro-SC e Osasco-SP, respectivamente. O Tons utiliza-se da música como meio de acesso a nossa sabedoria mais profunda e de contato com nosso eu interior. Através dos sons, estabelecemos um resgate de nós mesmos, fazendo as pazes com aquelas nossas partes que ficaram esquecidas durante o caminhar da vida.
O instrumento base utilizado no projeto são os tambores - africanos e xamânicos -, mas muitos outros instrumentos são bem vindos na roda. O silêncio também é importante e faz parte do processo de conexão.

Participei nos dias 11 e 12 de outubro de uma Oficina de Tambores coordenada por essas duas pessoas (Fag e Dodo) incríveis que fazem parte da minha vida. Reunimos em torno de umas 20 pessoas para a realização desse trabalho. Alguns já amigos e parceiros de caminhada há um bom tempo, os outros ("novatos", só de nome) se achegando aos poucos .
Iniciamos os trabalhos no sábado a noite, fazendo algumas vivências bastante fortes apesar de simples, como por exemplo, se apresentar utilizando o som de um instrumento de nossa escolha. No domingo de manhã seguimos para o sítio de um colega de yoga a fim de terminar os trabalhos por lá, em contato com a natureza. Dia de sol, fomos todos construir nossos tambores próximos a cachoeira do local. Algumas horas de trabalho cortando couro, amarrando, contruindo nossos instrumentos.
A tarde, enquanto os tambores secavam aproveitamos para dançar em roda e brincar. A Dalal, amiga do Fagner lá de Floripa, nos guiou com seu "para-quedas" e outras brincadeiras. Sendo dia das crianças, nada melhor que comemorar brincando e resgatando nossas lembranças da infância.
A noite, fogueira acessa, todos se colocaram a postos para batucar e dançar ao redor do fogo. A chuva indo e vindo, nos guiava ora dançando em volta da fogueira, ora se escondendo embaixo do telhado. Assim foi até a chuva se instalar de vez e não dar mais tregua, nos fazendo mudar a fogueira para um lugar coberto.
Bem instalados realizamos alguma vivências que foram bastante fortes e bonitas. No dia seguinte, com os tambores secos, nos reunimos para tocá-los. Foi lindo ver aquele monte de tambores todos juntos, cada um tocando seu sentimento e os sons se unindo num ritmo só. Mais lindo foi ver os depoimentos do pessoal que nunca havia participado e que deu um show em tudo o que foi vivenciado.
Para além disso, muita coisa acontece no mundo sutil, mas essa parte eu deixo que fique com cada um que esteve lá e sentiu tanta coisa boa.
Dessa vivência com os tambores surgiram amizades bonitas, muito carinho, companheirismo.

O trabalho do Tons do Coração agora é feito no CIP, em São José do Cedro - um local onde ficam menores infratores. A idéia é que através da música esses jovens possam enxergar outras realidades, e também para mostrar para a sociedade que eles são muito mais do que simplesmente jovens infratores. São jovens cheios de capacidade, criatividade e só precisando de oportunidade. Precisando de coisas que permitam a eles serem quem são de fato, em essência. E isso o Tons tem feito muito bem... tem levado pra eles a possibilidade do contato com o que há de mais bonito neles mesmos sem forçar nada. É só o som, a abertura para vivenciar e falar parte deles mesmo sem precisar de esforço algum.
Quem quiser conhecer melhor o trabalho pode acessar o link: http://www.tonsdocoracao.com.br/

Por hora é isso. Sigo batucando, tamborilando.
Hey!

Seguem fotos para deixar todos com gostinho de "eu quero!"




































1. Eu e Aline pintando os tambores.

2. Eu e Dodo.

3. Contruindo tambores no sítio.

4. Brincadeira de roda.

5. Dança circular.

6. O para-quedas da Dalal.

7. Pessoal tocando os tambores.

8. Galera que participou.

30.9.09

Dançando em Porto Alegre

Neste último fim de semana de setembro fomos, eu e Rô, para Porto Alegre.
Motivo da viagem? Dançar em roda.

Desde que conheci as Danças Circulares Sagradas no curso de Psicologia Transpessoal me apaixonei por essa forma de expressão e contato com o sagrado.
Recebi o convite da Elen Brack (facilitadora de Danças Circulares Sagradas e Danças da Paz Universal) para fazer o curso com a Friedel Kloke, uma alemã que utiliza movimentos do balé nas danças circulares e que tem como resultado um trabalho lindo.
A viagem foi cansativa e corrida. Saímos daqui na sexta a noite, chegamos em Porto Alegre sábado pela manhã e ainda nesse período fomos pra dança. Dançamos sábado e domingo o dia todo e na noite de domingo iniciamos o retorno pra casa. Um total de 24 horas de viagem (ida e volta) para 12 horas de dança - que valeram a pena.
Na Dança Circular Sagrada os movimentos são cheios de simbolismo. Mãos, pés e corpo realizam movimentos que denotam nossa conexão com terra e céu, corpo e espírito. Cada gesto nos leva a entrar em contato conosco mesmo de forma mais profunda.

Agradeço a Elen pela hospedagem, pelas dicas, indicações e sugestões. Seguirei meu caminho dançando em roda.

Círculo é integridade, igualdade. Não há hierarquias. Todos são iguais.




Bonecos feitos pelas meninas do Ciranderê, de Erechim - RS.

Francisco Beltrão - São Paulo

Ressurgindo das cinzas, cá estou eu novamente...

Nos últimos tempos fiz duas pequenas viagens. Neste post falarei sobre a primeira delas, minha ida a São Paulo no feriado de junho (bem se vê que faz tempo).
Aproveitando o feriado de junho e prestes a entrar no emprego novo, resolvi viajar um pouco. Fomos, eu e Letícia, para São Paulo.
Me perdoem, mochileiros, mas desta vez fui de mala! Não era bem uma mochilada, era viagem rápida, visita a amigos e outras coisinhas mais (não justifica, eu sei, mas...)
Chegamos em Sampa e o Dodo e o Ygor foram nos buscar na rodoviária e nos levar pra casa dos meus compadres, Vinicius e Renata.
Foi bom, muito bom! Passeamos, pude rever a Rê, o Vini, o Gui, o Fabrício, o Jow, o Pallotta e mais uma galera. Ainda conheci o Emerson, pessoa super bacana com a qual eu já mantinha contato a bastante tempo.

Essa viagem marcou uma séries de viagens posteriores na rota contrária - Dodo e Kali vindo pra Beltrão - e muitos projetos. Num próximo post eu comento sobre os resultados de todas essas idas e vindas.
Ficam uma imagens pra registrar os momentos por lá:

Não há como ir a São Paulo e não visitar a 25 de março.

Uma parte da galera.
As mocinhas paranaenses.

1.6.09

Relato de uma menina andarilha

Oi, pessoal!

A postagem de hoje é especial. Ela é resultado das minhas vivências enquanto mochileira e da minha paixão pelos lugares. O que eu vivo e sinto já não cabe mais em mim e então transborda, resultando em experiências como esta de que vou escrever.

Quem me conhece pessoalmente sabe do amor com que trato minhas andanças, do quanto eu me sinto inteira quando falo delas, do carinho que eu expresso. Quem não me conhece sabe também. Penso que por meio das palavras escritas eu consigo expressar a minha gratidão pelas oportunidades que me são proporcionadas. Isso tudo se reflete nos agradecimentos que recebo quando auxilio o pessoal com seus roteiros, nas amizades que fiz por conta da mochila e nos convites que recebo.
Há algum tempo eu me tornei moderadora da comunidade Mochileiros na América do Sul no orkut - um espaço para pesquisar, trocar informações, relatos de viajem e outras coisas mais.
Agora recebi outro convite, este bastante especial pra mim. Descreverei passo a passo...

Venho estudando e trabalhando com as questões do Feminino há mais ou menos um ano. Um resgate da essência feminina. Não vou entrar em maiores detalhes porque este post não é pra falar disso e o comentário foi só para dizer que buscando resgatar meu feminino em essência eu conheci o blog Absoluta um espaço virtual super bacana com uma outra visão do que é ser mulher. Além disso, eu faço parte da comunidade Ciclos Naturais do Feminino. O que uma coisa tem a ver com a outra? Bom, tem um cara pra lá de gente boa que também participa dessa comunidade e que cuida da coordenação e design do blog Absoluta - o Ricardo Martins.
Um belo dia recebo um recado dele no orkut. Poxa, fiquei hiper alegre porque eu achava ele inteligentão e especial. Retribui o recado toda feliz e estendi a conversa. Então ele me escreveu dizendo que já havia visto este meu blog - na hora até pensei "O Ricardo lendo meu blog, ah, não pode ser!" rs -, que achava super bacana e me convidou para escrever para o blog dele... Eu que não ia negar o convite!
Friozinho na barriga e tudo mais, aceitei a proposta de escrever sobre as sensações e lições das minhas andanças e foi muito interessante a experiência de relatar o que eu sinto sobre tudo isso, de ver como as pessoas receberam o que eu escrevi e de como eu lidei comigo mesma frente a tudo isso. Um processo de confiar no que eu estava escrevendo, de confiar que iria ficar bom e de saber lidar com meu lado chato de ser que sempre duvida das coisas que eu sou capaz de fazer.


No fim, o resultado foi esse aí:
http://www.absoluta-online.com.br/conteudo_vivencias_atitude_andarilha.html


Minha gratidão ao Ricardo por ter me convidado a escrever.

Abraços dançantes e sorrisos radiantes para todos que leem as coisas que escrevo!






















"Aperfeiçoo com o fim de amar
Produzindo a lealdade
Selo o processo do coração
Com o tom planetário da manifestação
Eu sou guiado pelo poder do infinito".

6.3.09

Navegamos

Navegamos rumo a Navegantes.

Navegamos pela estrada, longas horas no asfalto.

Morar longe da praia não é fácil não. Todo mundo acorda cedo, madruga. Saída às 5h30 da matina pra dar tempo de tomar uma gelada no fim de tarde na praia.


Eu só quero sol, só quero mar, só quero a brisa que me refresca, só quero me perder nas horas, perder o ritmo, perder a noção. Não quero hora pra acordar, nem pra almoçar, nem pra dormir. Não quero limite de tempo. Perder-me é necessário.


Não é mochilão, mas é viagem. Lá vou eu, de mochilinha no bagageiro do carro. Viajo. Viajo em pensamentos. Viajo com o corpo e com o espírito.

Ah, como é bom sair dos limites!



13.2.09

Rio de todos os meses

Pela data da última postagem deu pra ver que fazia tempo que eu não viajava. Uma mistura de falta de grana com falta de tempo - num ano sem feirados e morando no fim do mundo, rs.

Pois bem, volto aqui pra falar um pouco da minha ida ao Rio de Janeiro no reveillon. Estou atrasada, eu sei, mas andava sem inspiração para escrever. Vamos aos fatos.


Saí daqui rumo a Assis pra encontrar o Diego e irmos juntos. Cheguei lá depois de umas 16h de viagem e de passar por 4 rodoviárias, rsrs.
Em Assis conheci a família e os amigos do Dieguito, demos muitas voltas e tomamos umas geladas nos botecos. Povo super legal e a família dele é o máximo.















Dia 30 pegamos o ônibus pro Rio. Horário de chegada previsto: 9h da manhã. Horário de chegada real: 16h. Além de ir beeeem devagar, o motorista esqueceu de deixar umas pessoas numa cidade e teve que voltar, e depois ainda estragou o busão e tivemos que ficar um tempo esperando até eles falarem que não tinha conserto e que iríamos com outro ônibus. Perrengues de viagem...
Chegamos no Rio dia 31 a tarde e eu já estava achando que veríamos os fogos de Copacabana pela janela do busão, hehe.
A princípio, essa ida ao Rio tinha como objetivo principal reunir os amigos do Estación, nosso grupinho que foi pra Machu Picchu. No fim das contas, o que menos tinha era gente do Estación. Compareceram eu, Dieguito e Joãozinho; além do Pinta que era o anfitrião. De resto estavam presentes Milene (agregada da viagem da Argentina), Carol e Bia (amigas da Milene), Cesinha e Tábata (o amigo e a namorada do Diego), Maíra e Yuri (irmãos do Pinta) com seus respectivos namorados(as), além da Coral, namorada do Pinta.















Já em terras cariocas, fomos pra casa do Pinta conhecer a galera e terminar de arrumar as coisas pra noite. Tudo pronto, fomos todos pra Copacabana ver os fogos. Realmente muito bonito e emocionante. Depois voltamos pra casa pra festejar por lá mesmo.
No dia seguinte fomos visitar o Cristo. Como bons cristãos que somos (ai, ai, ai! rs) resolvemos quitar nossas dívidas indo pela trilha, rs. Quase todo mundo quis matar o Pinta, mas fato é que foi super legal. Cansei bastante no começo, mas depois foi tranquilo, deu pra subir numa boa. Andar no mato é compensador... Com direito a ver macaquinhos e se refrescar com a água de pequenas cachoeiras.
A vista lá de cima é linda, mas confesso que gostei mais de fazer a trilha do que de ver o Cristo em si. Como castigo dos céus por não ir à missa aos domingos, levei um belo queimadão nas costas, rs.
Depois fomos pra Pedra da Gávea, fizemos outra trilhazinha e fomos pra um canto onde turista não chega, e de onde se pode ter uma bela vista.







































Dia 02 fomos pra praia de Ipanema conhecer o "escritório" do Pinta. Aproveitei pra encontrar o Marco, um desses bons amigos que a gente faz pela internet; e a Gaby, a Dothy, a Babi e o Thales outros bons amigos virtuais com os quais converso com frequência. Gosto muito de conhecer pessoalmente e estreitar os laços dessas amizades que o mundo virtual nos permite fazer.
Como boa turista branquela que sou, intensifiquei em Ipanema o queimadão que "o Cristo" me deu, rs.
A noite teve visita na Lapa. Uma das coisas que eu mais queria era ir à Lapa e foi uma das que eu menos gostei. No melhor estilo "esponja" eu achei o lugar bem carregado, não me senti nada bem lá... além de quê estava cheio e eu não sou lá muito fã de lugares lotados.
Depois ainda teve visita ao Jardim Botânico - que eu achei lindo demais -, uma ida a Feira dos Paraíbas - pra dançar um forrózinho - e uma passadinha no Saara - básico, né, rs.

















Os dias foram poucos pra tanta coisa que tinha pra conhecer. Faltou visitar muitos cantos, ver outros tantos amigos, ir a vários lugares. É assim, nunca dá pra ver tudo; e sobram motivos pra voltar. Quem sabe ainda esse ano...
Foi bom pra rever os amigos e viajar um pouco. Preciso dessa liberdade que a minha mochila me dá. Sem ela eu não sobrevivo!

Um beijo carinhoso a todos que eu encontrei por lá. É sempre MUITO bom!

11.8.08

Brasileños en Pucón

Quando estive em Pucón, no Chile, o Lalo Bravo* fez um vídeozinho de nós (Eu, Milene, Pinta, Felipe e Diego) depois que voltamos do vulcão.
Fica aí pra quem quiser ver - e rir com ele.

Diga-se de passagem que o portunhol é de péssima qualidade e que eu tava morrendo de vergonha (acho que não só eu). Hahaha.

http://br.youtube.com/watch?v=pmvusqN8RvU&eurl

Podia ter arrumado um "novio" chileno. Aliás, nunca recebi tanta cantada de porteiro, motorista de van, mendigo e afins, como nessa viagem pra Argentina e Chile. Só faltou pedreiro pra completar a lista. Tô bem na fita, hein! ¬¬

*Lalo Bravo é um senhor muito simpático, dono de uma agência de viagens, alergues e outras coisas mais, lá em Pucón. Ah, e ele adora brasileiros.
Se, por acaso, um dia aparecer em Pucón, procure por ele. Vale a pena.

31.7.08

Parque Estadual Marumbi

O Parque Estadual do Marumbi fica na região da Serra do Mar, no Paraná. Lugar lindo, de belezas naturais exuberantes, formado por vegetação de mata atlântica.
O lugar é perfeito pra quem gosta de estar em meio a natureza, junto de rios, cachoeiras e muito verde. Bom também pra quem gosta de fazer trilhas ou escaladas... e de ser agraciado com boas surpresas, como ser recebido por tucanos no alto de um dos picos.
Pra quem tiver interesse em saber um pouco mais do parque, dê uma olhada no site:

http://www.cosmo.org.br/oparque/Headeroparque.htm

Pois bem, neste mês de julho tínhamos que comemorar nossos dois anos de amizade do grupo que viajou junto pra Machu Picchu, e foi lá, no Parque Marumbi, que eu reencontrei minha galera mochileira. Pra melhorar o negócio, incluímos algumas pessoas da viagem desse ano pra Argentina e Chile e mais um punhado de agregados - amigos dos amigos.
A maioria do pessoal ainda não conhecia o lugar (nem eu mesma), e foi bom demais ter ido pra lá com todo esse pessoal pra "descobrir" o parque.
Juntar velhos e novos amigos foi uma experiência pra lá de bacana. Adoro muito esses encontros, adoro essas pessoas, os lugares e o que vivemos juntos. Cada um com seu jeito diferente de ser enriquecendo o grupo todo.


Abraço apertado e mais que especial em cada um de vocês.


































































1 - Galera na rodoviária, em Curitiba. Pra variar nós perdemos o trem e tivemos que pegar um ônibus.
2 - Algumas horinhas de caminhada depois do busão e antes de chegar no camping.
3 - Paradinha pra descansar porque tá todo mundo fora de forma.
4 - No Shoping Estação, em Curitiba. Já no retorno, saímos pra jantar antes de todos se despedirem e retornarem pros seus lares.

OBS: Fotos na íntegra no meu multiply (endereço aí no alto, lado direito) e no orkut tem também.